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Plano de Manutenção Predial: o que é e como criar

Plano de manutenção predial

O Plano de Manutenção Predial é um instrumento essencial para garantir a segurança, funcionalidade e longevidade das edificações. 

Além de preservar a estrutura do imóvel, ele assegura que sistemas e equipamentos sejam mantidos em pleno funcionamento, evitando falhas inesperadas e prejuízos financeiros. 

Neste post, você vai entender o que é esse plano, sua importância, quais áreas ele abrange e como criar um modelo eficiente para gerenciar o patrimônio imobiliário.

O que é o Plano de Manutenção Predial?

O Plano de Manutenção Predial é um documento que organiza, detalhadamente, as inspeções e serviços de manutenção necessários para garantir a conservação de um prédio. 

Ele orienta quais sistemas e equipamentos devem ser monitorados e qual a periodicidade das verificações. 

Dessa forma, o plano serve como uma bússola para administradores, síndicos e gestores imobiliários manterem o imóvel seguro e operacional, respeitando as normas vigentes, como a NBR 5674, que estabelece as diretrizes para a manutenção de edificações.

O escopo desse plano vai além das manutenções emergenciais. Ele prevê manutenções preventivas, que são aquelas realizadas antes de um problema ocorrer, e corretivas, feitas para reparar danos identificados. 

Também pode incluir manutenções preditivas, que utilizam monitoramento contínuo para identificar sinais de desgaste nos sistemas.

Por que o Plano de Manutenção Predial é essencial?

Uma manutenção bem planejada evita acidentes graves, como curtos-circuitos, vazamentos e problemas estruturais.

Sistemas de segurança, como alarmes e extintores, precisam estar sempre prontos para uso em situações de emergência, e isso só é possível com verificações periódicas.

Além disso, investir na manutenção preventiva é muito mais econômico do que lidar com reparos emergenciais. Uma pequena infiltração, por exemplo, pode ser resolvida rapidamente com manutenção preventiva; sem intervenção, pode causar danos estruturais severos e altos custos de reparo. 

Por fim, a legislação brasileira exige que as edificações sejam mantidas em boas condições de uso. Não cumprir essas exigências pode resultar em multas e até ações judiciais, colocando em risco a integridade financeira dos gestores e do condomínio.

Como criar um Plano de Manutenção Predial

A elaboração de um plano de manutenção predial requer organização e um olhar atento para cada detalhe do edifício. A seguir, explicamos passo a passo como criar um plano eficaz.

  1. Levantamento das necessidades

O primeiro passo é identificar todos os sistemas e áreas do prédio que demandam manutenção. Isso inclui tanto a estrutura física (como paredes e telhados) quanto os sistemas internos, como o hidráulico e o elétrico. 

Equipamentos como elevadores, bombas d’água e sistemas de climatização também devem ser incluídos no plano.

Além disso, considere a periodicidade das manutenções necessárias para cada componente. Equipamentos de segurança, como extintores de incêndio, exigem revisões anuais, enquanto inspeções elétricas podem ser feitas a cada seis meses.

  1. Definição de tipos de manutenção

O plano deve cobrir três categorias principais de manutenção:

  • Manutenção preventiva: prevenir problemas e evitar falhas. Por exemplo, a limpeza periódica de calhas e telhados evita entupimentos e infiltrações.
  • Manutenção corretiva: reparo de falhas e danos identificados, como trocar peças de um elevador que apresenta mau funcionamento.
  • Manutenção preditiva: monitoramento contínuo para identificar desgastes em equipamentos antes que apresentem falhas graves, garantindo maior controle sobre os sistemas.
  1. Elaboração de um cronograma

Com as necessidades identificadas e os tipos de manutenção definidos, é hora de elaborar um cronograma de atividades. O cronograma de manutenção deve indicar as tarefas a serem realizadas e sua periodicidade. Um exemplo de cronograma seria:

  • Mensal: verificar bombas d’água e sistemas de iluminação.
  • Semestral: inspecionar instalações elétricas e hidráulicas.
  • Anual: revisão de extintores, pára-raios e limpeza das fachadas.

Esse cronograma deve ser seguido à risca, garantindo que nenhuma atividade seja negligenciada e evitando reparos emergenciais mais caros no futuro.

  1. Criação de um modelo de Plano de Manutenção Predial

Um modelo de plano de manutenção predial bem estruturado inclui:

  • Identificação do prédio: nome e endereço do edifício.
  • Descrição dos sistemas: relação de todos os componentes que exigem manutenção.
  • Cronograma: definição de datas e prazos para cada serviço.
  • Checklists: listas com itens a serem inspecionados durante as visitas de manutenção.
  • Histórico de serviços: registros de manutenções já realizadas.
  • Responsáveis: nome e contato dos profissionais encarregados de cada atividade.

Esse modelo facilita a gestão do plano ao longo do tempo e garante que todas as intervenções sejam registradas e monitoradas.

Você sabe quais são as exigências de habitalidade da NBR 15575 para edificações? Leia o nosso post e descubra!

Benefícios do Plano de Manutenção Predial a longo prazo

A implementação adequada de um plano de manutenção não traz apenas benefícios imediatos, mas também vantagens de longo prazo. Entre os principais estão:

Aumento da vida útil do imóvel

Ao cuidar regularmente da estrutura e dos sistemas, o edifício mantém sua integridade por muito mais tempo. Isso evita a necessidade de reformas dispendiosas e preserva o valor da propriedade.

Prevenção de problemas jurídicos

O cumprimento de normas e a documentação adequada das manutenções minimizam riscos legais. 

Falhas que resultem em acidentes podem levar a processos judiciais, mas um plano de manutenção bem executado serve como prova de que todas as medidas preventivas foram adotadas.

Satisfação dos usuários

Prédios bem mantidos garantem maior conforto e segurança aos usuários, sejam moradores, funcionários ou clientes. Essa satisfação reflete diretamente na valorização do imóvel e na boa reputação da gestão predial.

Quem é responsável pela implementação do Plano de Manutenção Predial?

A implementação de um plano de manutenção predial exige a participação de profissionais qualificados, garantindo que todas as etapas sejam realizadas de forma segura e eficiente. 

Cada envolvido tem um papel fundamental na execução das tarefas e no monitoramento do cronograma. 

A seguir, explicamos quem são os responsáveis por cada fase.

Gestor de manutenção

Responsável por coordenar o plano. Ele organiza as atividades, delega funções e garante que os cronogramas sejam cumpridos. 

Em condomínios, esse papel pode ser exercido pelo síndico ou por um administrador predial.

Engenheiros e técnicos especializados

A execução do plano depende de profissionais especializados, como engenheiros civis, mecânicos e eletricistas. Esses especialistas são responsáveis por:

  • Elaborar diagnósticos e relatórios técnicos sobre o estado das instalações;
  • Realizar inspeções detalhadas em áreas críticas, como sistemas elétricos, hidráulicos e de climatização;
  • Planejar intervenções corretivas, quando necessário, e validar os serviços concluídos;
  • Emitir laudos técnicos, especialmente em casos de manutenção obrigatória por lei (como AVCB).

Equipe de manutenção interna

Em muitos edifícios, existe uma equipe interna de manutenção que executa as tarefas rotineiras, como inspeções rápidas e pequenos reparos. Entre suas atribuições estão:

  • Verificar regularmente as condições dos sistemas, como iluminação e elevadores;
  • Realizar reparos simples, como troca de lâmpadas e substituição de peças menores;
  • Monitorar indicadores de desempenho, como consumo de energia e água, reportando anomalias.

Empresas terceirizadas

Para manutenções mais complexas, muitas organizações optam por contratar empresas terceirizadas especializadas. Essas empresas possuem:

  • Know-how específico para lidar com sistemas complexos, como subestações e geradores;
  • Ferramentas e equipamentos apropriados para serviços que exigem alta precisão;
  • Profissionais certificados, garantindo que a manutenção seja realizada com segurança e dentro das normas vigentes.

Síndico ou administrador predial

Em condomínios, o síndico ou administrador é responsável por garantir que o plano de manutenção seja elaborado e seguido. Suas funções incluem:

  • Contratar profissionais e empresas especializadas para executar o plano;
  • Controlar o orçamento destinado às manutenções preventivas e corretivas;
  • Acompanhar a execução dos serviços e resolver pendências com prestadores;
  • Prestar contas aos moradores sobre os investimentos e a execução das manutenções;
  • O síndico também tem a responsabilidade de garantir que todas as obrigações legais e normativas sejam cumpridas.

Consultores e auditores

Em alguns casos, é necessário contratar consultores ou auditores externos para validar o plano de manutenção. Esses profissionais:

  • Avaliam a conformidade dos processos adotados com as normas técnicas;
  • Recomendam melhorias no plano, identificando falhas ou ineficiências;
  • Realizam auditorias periódicas para assegurar que o cronograma e o orçamento estão sendo seguidos corretamente.

Auditorias são especialmente importantes em empresas e grandes edifícios comerciais, onde a manutenção inadequada pode trazer prejuízos financeiros e legais.

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Quais normas regulam a manutenção predial?

A manutenção predial está sujeita a uma série de normas técnicas e regulamentações legais que visam garantir a segurança, eficiência e durabilidade das edificações. 

A seguir, destacamos as principais normas que orientam a manutenção predial no Brasil.

  • ABNT NBR 5674 – Manutenção de Edificações: Requisitos para o Sistema de Gestão da Manutenção;
  • ABNT NBR 14037 – Manual de Uso, Operação e Manutenção das Edificações;
  • ABNT NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão;
  • ABNT NBR 5419 – Instalações do Sistema de Prevenção contra Descarga Atmosférica – SPDA (para raios);
  • ABNT NBR 15575 – Desempenho de Edificações Habitacionais.

O plano de manutenção predial é uma ferramenta essencial para qualquer tipo de edificação, seja comercial, residencial ou industrial. Ele garante a segurança dos usuários, preserva o patrimônio e reduz custos operacionais ao evitar problemas inesperados.

Com um modelo bem estruturado, cronogramas claros e profissionais qualificados, é possível manter a edificação em pleno funcionamento, valorizando o imóvel e garantindo sua longevidade.

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